Trabalho, tecnologia, organização e gestão — e o que as vinte frases de vocês já disseram sobre isso.
INB009 · Gestão Organizacional · Prof. Pedro Henrique Mariosa
Um conjunto de pessoas orientadas ao mesmo objetivo. Quando alguém não está orientado, o processo desorganiza.
Não controla: divide. Divide a palavra para entender, divide a empresa em setores, divide o setor em processos.
Vinte frases sobre o chefe que ninguém quer ser. Elas viram o material de hoje.
Doze competências, nota de 1 a 5. Aquele papel é o ponto de partida: repetimos em 18 de novembro.
Quatro de vocês contaram uma cena de desrespeito e outras quatro contaram um mau atendimento vivido como cliente. Nenhuma das vinte fala de falta de conhecimento técnico: todas falam de comportamento. E ninguém citou reconhecimento — o elogio que não vem é tão invisível no mural quanto é no trabalho.
Vocês enxergaram a organização pela ponta em que ela encosta na rua. É exatamente ali que a gestão aparece para quem é de fora — e é ali que ela denuncia o que está quebrado lá dentro.
O artesão domina o processo inteiro, do começo ao fim, e ensina quem vem depois.
O processo se parte em tarefas. Ganha-se produtividade e perde-se a visão do todo.
Aparece quem coordena quem executa. Nasce o cargo, nasce o organograma.
Trabalho distribuído, medido por entrega. O chefe não vê você trabalhar — e isso muda tudo.
Em Benjamin Constant as quatro convivem no mesmo dia: a farinha da roça, a serraria, a prefeitura e o cara que vende no Instagram.
Toda tecnologia que entra numa organização faz a mesma coisa: acelera o que já existe. Se o processo é bom, acelera o bom. Se é ruim, acelera o ruim — e agora com registro.
Uma frase do mural que não seja de ninguém da mesa.
Respeito no trato, orientação ao cliente, escuta, exemplo e coerência, autoridade sem autocracia, carga justa, clareza do cargo, reconhecimento ou desenvolvimento da equipe?
É a pessoa, é o processo ou é a estrutura? Defendam a resposta com o que a frase diz, não com o que vocês imaginam.
Cada mesa apresenta em noventa segundos. Quem terminar levanta a mão e não abaixa.
Quando falha: "mudava a ordem toda hora". A equipe corre sem saber para onde.
Quando falha: "me contratou para atender e mandava fazer almoço". Ninguém sabe o que é seu.
Quando falha: gritar na frente do cliente. Direção virou humilhação.
Quando falha: cobra resultado sem nunca ter combinado o que era o resultado.
As frases de vocês não são desabafo: são diagnóstico de qual das quatro funções falhou.
Isso não é exercício solto: é o primeiro esqueleto do relatório técnico que a equipe entrega no fim da disciplina.
Não saio de disciplina sem produto. O que vocês fizerem aqui fica registrado com o nome de vocês, e serve de peça de portfólio quando forem procurar trabalho.
Nome, o que ela faz, há quanto tempo existe e como vocês têm acesso a ela. Sem acesso, não há diagnóstico — e sem diagnóstico não há relatório.