Dez equipes, dez problemas abertos em cinco camadas. Hoje a gente descobre quais deles pagam a conta — e qual aposta cada equipe leva para a rua.
INA072 · Empreendedorismo · Prof. Pedro Henrique Mariosa
As dez equipes declararam problema na ficha de anatomia. Ninguém ficou de fora — e o dia 25 era o prazo de fechar.
Opinião < declaração < comportamento observado < dinheiro trocado. Problema que não sobe a escada é opinião com sotaque técnico.
Três entrevistas de campo com citação literal, e o custo da dor em número. Hoje a gente confere quem trouxe.
O eixo da Bayer tinha zero dores. A Equipe 8 entrou nele — a única banca com patrocinador esperando proposta tem gente agora.
A banca de novembro não vai perguntar se dói. Vai perguntar quanto custa. Seis fichas ainda devem esse número — e era exatamente isso que as três entrevistas da semana tinham que trazer. A rodada de agora é a cobrança.
O problema resolvido, ainda borrado. É onde vocês estão agora: dá para ver a cena, não os detalhes.
O lugar que VOCÊS ocupam nesse futuro: o que a equipe é quando o problema está resolvido — e para quem.
As visões de apoio que sustentam a central: como cobra, como entrega, como o cliente fica sabendo.
Filion, 1991: a visão se forma numa ida e volta entre o que você entende do setor e as pessoas com quem conversa. As entrevistas de vocês não são coleta de dado — são a matéria-prima da visão.
As duas são legítimas. Mas olhem os dez problemas do mural: quase nenhum tem concorrente formal — têm gambiarra. Onde a concorrência é uma gambiarra, o jogo ainda não foi criado.
Quem vocês são, o que sabem, quem conhecem — e a perda que dá para aceitar. É assim que se cria jogo sem cheque de investidor.
Nem sempre é quem sente. Quem assina, e por quê.
Toda dor cara já tem concorrente — nem que seja um primo ou uma viagem de barco.
Drucker: oportunidade nasce de mudança. Qual brecha abriu agora?
Sarasvathy: contatos, saberes, o que dá para testar sem dinheiro.
A frase que, se for falsa, derruba tudo — escrita para ser testada esta semana.
Oportunidade se descreve por quem paga e pelo que mudou. Nunca pela ferramenta.
Ao lado das apostas, a competência que a turma diz que mais falta — é ela que a gente treina até o Ideathon.
Vou pegar duas ou três apostas do painel e reescrever aqui, ao vivo. Aposta bem escrita tem quatro pedaços: quem, faz o quê, até quando, e o que a derruba.
Blank chama isso de sair do prédio: nenhum plano sobrevive ao primeiro contato com o cliente — e é melhor descobrir isso na feira do que na banca.