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UFAM · INC · Administração · INA072
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Aula 03 · 26 de agosto · 14h

O problema fechou.
Agora, a aposta.

Dez equipes, dez problemas abertos em cinco camadas. Hoje a gente descobre quais deles pagam a conta — e qual aposta cada equipe leva para a rua.

INA072 · Empreendedorismo · Prof. Pedro Henrique Mariosa

vídeo: ilustração
Onde paramos na semana passada

Quatro coisas ficaram de pé.

01

Dez de dez

As dez equipes declararam problema na ficha de anatomia. Ninguém ficou de fora — e o dia 25 era o prazo de fechar.

02

A escada da evidência

Opinião < declaração < comportamento observado < dinheiro trocado. Problema que não sobe a escada é opinião com sotaque técnico.

03

O combinado

Três entrevistas de campo com citação literal, e o custo da dor em número. Hoje a gente confere quem trouxe.

04

Bioinsumos saiu do zero

O eixo da Bayer tinha zero dores. A Equipe 8 entrou nele — a única banca com patrocinador esperando proposta tem gente agora.

Os dez problemas, um por equipe

É com isto que vocês vão até novembro.

Equipe 1 · Flávia e Lucas · Data ScienceA rotina de quem cursa ensino superior se perde entre aulas, trabalhos e prazos — organizar as atividades diárias virou o problema.
Equipe 2 · Leanderson e Ananda · dor em redefiniçãoA equipe descartou a dor do professor Fábio na aula 03 — a nova dor precisa nascer já com entrevista, citação e número.
Equipe 3 · Jaine e Ene Kelly · LogísticaNavegar entre Benjamin e Atalaia é arriscado — bancos de areia e troncos mudam com a vazante, e não há monitoramento do trecho para prevenir acidente.
Equipe 4 · Bruno, Francirlane e Francisco · Data ScienceNinguém em Benjamin sabe quando o caminhão de lixo passa — duas a três horas por semana esperando, e lixo até três dias na porta.
Equipe 5 · Zidane e Kenneth · LogísticaComerciantes de Tabatinga, São Paulo de Olivença e Benjamin compram de Manaus sem canal direto com atacadistas e fabricantes — a distribuição da capital para os pequenos municípios é cara e improvisada.
Equipe 6 · Carlos, Shaely e Ana · LogísticaFalta informação sobre as embarcações, os embarques e os itens de segurança — quem viaja só descobre no porto o que vai encontrar.
Equipe 7 · Adryan e Lauandha · eixo em abertoA coleta na floresta esmaga o lucro — dona Rosilene leva dias para extrair o óleo por processo artesanal que depende do tempo.
Equipe 8 · Jediel, Sheila, Gaethã e Valdirene · BioinsumosEstrias na gravidez — produtos acima de R$ 80 que prometem e não cumprem.
Equipe 9 · Samili e Jaciara · Economia CircularEscolher produto adequado ao próprio tipo de pele é tentativa e erro caro — quem tem pele oleosa leva produto de pele seca (oleoso) quando precisava do toque seco.
Equipe 10 · Herlon e Nathan · Data ScienceOs vendedores da feira não têm lugar único de divulgação — a Maria Oliveira divulga toda semana no status, espalhado.
O raio-x das dez fichas

Oito têm gente com nome. Quatro têm número.

Pessoa com nome
8
Citação literal
5
Custo em número
4

A banca de novembro não vai perguntar se dói. Vai perguntar quanto custa. Seis fichas ainda devem esse número — e era exatamente isso que as três entrevistas da semana tinham que trazer. A rodada de agora é a cobrança.

A rodada · noventa segundos por equipe
agora fala
Esperando as fichas...
1:30
N chama a próxima · T liga e pausa · R zera. O problema, o que as entrevistas confirmaram ou derrubaram, e o número que acharam.
Ementa · paradas 5 e 6

A visão — e o jeito
de agir sobre ela.

Processo de criação da visão

Visão não é sonho. É imagem construída.

Emergente

As primeiras imagens

O problema resolvido, ainda borrado. É onde vocês estão agora: dá para ver a cena, não os detalhes.

Central

A imagem fecha

O lugar que VOCÊS ocupam nesse futuro: o que a equipe é quando o problema está resolvido — e para quem.

Complementares

As pequenas

As visões de apoio que sustentam a central: como cobra, como entrega, como o cliente fica sabendo.

Filion, 1991: a visão se forma numa ida e volta entre o que você entende do setor e as pessoas com quem conversa. As entrevistas de vocês não são coleta de dado — são a matéria-prima da visão.

ilustração
Ação empreendedora e ação estratégica

Criar o jogo ou jogar o que existe.

Estratégica
entra num mercado que já existe e disputa: preço, ponto, concorrente. O jogo tem regra e a régua é o outro.
Empreendedora
cria o que não existe aqui: organiza a cadeia que ninguém organizou. A régua é a dor que deixa de existir.

As duas são legítimas. Mas olhem os dez problemas do mural: quase nenhum tem concorrente formal — têm gambiarra. Onde a concorrência é uma gambiarra, o jogo ainda não foi criado.

Sarasvathy, 2001

Sob incerteza, comece do que está na mão

Quem vocês são, o que sabem, quem conhecem — e a perda que dá para aceitar. É assim que se cria jogo sem cheque de investidor.

Da dor à oportunidade

A anatomia diz quem sente. A oportunidade pergunta quem paga.

01

Quem paga

Nem sempre é quem sente. Quem assina, e por quê.

02

O que já paga hoje

Toda dor cara já tem concorrente — nem que seja um primo ou uma viagem de barco.

03

O que mudou

Drucker: oportunidade nasce de mudança. Qual brecha abriu agora?

04

O que vocês já têm

Sarasvathy: contatos, saberes, o que dá para testar sem dinheiro.

05

A aposta mais arriscada

A frase que, se for falsa, derruba tudo — escrita para ser testada esta semana.

Nenhuma

pede a ideia

Oportunidade se descreve por quem paga e pelo que mudou. Nunca pela ferramenta.

Vinte minutos no relógio · uma ficha por equipe

Juntem a equipe e respondam pela dor de vocês.

01
Uma ficha só por equipe, respondida em roda — escolham quem digita.
02
O formulário já traz as fichas de anatomia de vocês. Escolham a sua no banco.
03
Cinco campos, o eixo e a competência que mais falta. As palavras proibidas continuam valendo.
aulas-inc-2026-2.netlify.app/emp/oportunidade
QR da ficha da oportunidade
Sem celular? Um aparelho por equipe basta — a ficha é da equipe. Ninguém fica de fora.
Ao vivo · as apostas da turma

O que pode derrubar tudo.

QR do painel das apostas
Acompanhe as apostas chegando

Ao lado das apostas, a competência que a turma diz que mais falta — é ela que a gente treina até o Ideathon.

A prova de fogo

Aposta boa se testa até segunda.

Vou pegar duas ou três apostas do painel e reescrever aqui, ao vivo. Aposta bem escrita tem quatro pedaços: quem, faz o quê, até quando, e o que a derruba.

Aposta que não dá para testar até segunda é opinião com prazo.
Para a semana · o teste da rua

Cinco conversas com quem paga.

01
Até segunda, 31: cinco conversas de verdade sobre a aposta — com quem paga, não com colega de sala.
02
Tragam na quarta: quantas confirmaram, quantas derrubaram, e a frase que mais doeu de ouvir.
03
E três linhas no caderno da equipe: Benjamin Constant em 2029, com esse problema resolvido — e onde vocês estão nessa cena. É a visão central de Filion, escrita por vocês.

Blank chama isso de sair do prédio: nenhum plano sobrevive ao primeiro contato com o cliente — e é melhor descobrir isso na feira do que na banca.

ilustração
Os combinados

Em novembro, a banca ouve: o problema, o número e a aposta testada.

Quem ainda deve o número da dor em reais ou horas: ele entra junto com as cinco conversas. Sem número, não há proposta em novembro.